POEMAS


      
A BOLSA DE QUASE MIL REAIS
                                   Lucarocas
A bolsa fina na vitrine estava
Numa espera de uma compradora
Quem levaria seria uma “doutora”
Pois preço justo por ela pagava.

Mas nessa loja quem se esbanjava
Pra ser da bolsa a possuidora
Era um esboço de uma professora
                                      Que pras amigas sempre se mostrava.

Mas o que era de tudo mais estranho
Ver a freguesa não ter em seu ganho
Fontes de rendas que são naturais.

E só assim tirando de outra fonte
Juntar dinheiro nesse grande monte
Pra comprar bolsa de uns mil reais.




            SEXTA 13
Hoje treze nesta sexta-feira
Para comigo não há superstição
Pois levo a vida em plena brincadeira
Troco a tristeza por uma diversão.
E se o acaso uma feiticeira
Enfeitiçar-me com nova porção
Lhe darei gozo da paixão primeira
Para o delírio de sua emoção.
E quando o tempo já estiver desperto
Desse feitiço estarei liberto
Para prender-me em outra magia.
E seguirei na vida esse compasso
Pisando firme o primeiro passo
Pois amanhã será um novo dia.
Fortaleza, 13 de setembro de 2013.






DESEJO DE BRUXARIA
                                        Autor: Lucarocas

Quero a sua bruxaria
Pra eu fazer poesia
E nas rimas me perder,
E depois de enfeitiçado
Ver o teu corpo molhado
Delirando de prazer.  

Quero nesse encantamento
Recordar todo momento
Que já houve entre nós dois,
Pra viajar num segundo
No seu carinho profundo
Que não fica pra depois.

Quero com o seu feitiço
Esquecer o compromisso
Da dureza do trabalho,
E encontrar em seu riso
O sabor do paraíso
Que a vida faz num atalho. 

No delírio da porção
Quero o gozo da paixão
Pro corpo satisfazer,
E na viagem de abraço
Conquistar todo o espaço
Que possa lhe dar prazer. 
Quando passar o efeito
Quero sentir o seu peito
Com ar de maternidade,
E eu voltando ao normal
Vou viver no natural
O gosto bom da saudade.


                            O FUTURO DA NAÇÃO
                                 SE ESCONDE NO BANHEIRO
                Autor: Lucarocas

Vi um jovem sair de sala
Pra aula não assistir
E num ato de fugir
Em um banheiro se instala
Se escondendo se cala
Num silêncio de mosteiro
Se engana o dia inteiro
Em sua própria instrução
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.

O aluno que certamente
Não chega a ser estudante
Ele é mais um errante
No meio de tanta gente
É de tudo um inocente
Que se ilude por inteiro
Engana a si e ao parceiro
No construir da ilusão
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.

Pra que tanto investimento
Pra quem não quer estudar
Melhor seria gastar
Com quem tem merecimento
Pois tem na vida um momento
Que não basta só dinheiro
É preciso ser ordeiro
No fazer da educação
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.

Dizem que a juventude
É da nação o futuro
Que terá porto seguro
Com toda sua atitude
Mas de certo que ele mude
Da vida o seu paradeiro
Deixe de ser desordeiro
Não fuja da instrução
O futuro da nação
Se esconde no banheiro.

Fortaleza, 29 de agosto de 2013.




                           EVOLUÇÃO
                            Autor: Lucarocas

Não existe perfeição
Apenas melhoramento
Fazendo bem a lição
Em prol do burilamento
Se terá algum direito
Dessa parte do “perfeito”
Que temos merecimento.

Deus com sua sapiência
Nos mostra uma condução
Para que com paciência
Possamos amar o irmão
E nessa troca de amor
Termos luz em esplendor
Nas trilhas do coração.

Dentro de uma caminhada
Há corpo que se empreguiça
Pode se estar na parada
Com desejo de cobiça
E dentro da evolução
Deus faz sua medição
Com o valor da justiça.

A vida então se completa
Na lição que nos ensina
Para ter uma alma reta
Moldado na disciplina
Precisa em benção de luz
Amarmos como Jesus
Nos ensinou na doutrina.

Assim a melhor lição
É da paz e caridade
E fazendo da oração
A força da humildade
E junto a todos os seus
Proclamar o amor de Deus
Pra se ter felicidade.

Fortaleza, 02 de junho de 2014.


APONTANDO CAMINHOS

                        Lucarocas

Caminhos só são estradas
Quando se tem direção
E quando se faz paradas
Se busca a reflexão
E no silêncio e na calma
Se vai burilar a alma
Para a paz da oração.

As estradas são caminhos
Quando todos passos seus
Pisam também os espinhos
Em busca dos apogeus
E nas paradas da vida
O coração dá guarida
Para as mensagens de Deus.

Tanto caminho ou estrada
Nos apontam uma verdade
Que um dia há uma parada
Na nossa felicidade
E com os deveres cumpridos
Seremos bem acolhidos
No reino da eternidade.

Mas quem colherá mais paz
No correr desses caminhos
São os que do amor faz
Dar beleza aos espinhos
E que em sua trajetória
Pra si não trouxe vanglória
Com pensamentos mesquinhos.

Colherá a paz eterna
Quem agiu com humildade
E que na vida moderna
Nunca fez hostilidade
E que com o seu coração
Acolheu sempre o irmão
Com atos de caridade.

Assim caminho e estrada
Têm sempre o mesmo valor
Quando houver uma parada
Seja em que instante for
Toda alma estará pronta
Para Deus em sua conta
Acolher com todo amor.

Fortaleza, 12 de janeiro de 2013 – 10:51h





                                          LIVRO É PARA LER
      Autor:  Lucarocas

Quem gosta de uma leitura
Sabe o valor que ela tem
Descobre certa ternura
Que de certo causa bem
E se encanta em viagem
Numa aventura de imagem
Que outro mundo não tem.

Quem tem livro em companhia
De certo tem um amigo
Que traz tristeza e alegria
Que traz tragédia e perigo
Mas com leitura findada
A alma é apaziguada
No mais confortável abrigo.

Mas muitos dos brasileiros
Ao livro não tem acesso
E os livros companheiros
São vítimas desse progresso
Muitos ficam encaixotados
Ou nos armários guardados
Fazendo o caminho inverso.

O livro é pra está na mão
De todo e qualquer leitor
Pra gerar informação
E amenizar qualquer dor
É pra ser manipulado
E nas páginas encontrado
O lume puro do amor.

Por isso qualquer projeto
Que faça o leitor crescer
O livro se faz liberto
E começa a aparecer
Ele sai de um armário
E vai pra mão do usuário
Pois livro é para se ler.



      AMIGOS DA LUZ

                        Lucarocas

Estava triste num canto
Nos olhos ardor de pranto
Com vergonha de chorar
No peito uma dor corrente
Levando pra minha mente
Tristezas pra me afogar.

Via a vida em minha mão
Querer outra direção
Num afogar de sofrer
E sem forças pra chorar
Nem coragem pra matar
A minha dor a doer.

Enxuguei a solidão
E do pranto fiz canção
Pra uma fé que me conduz
Na noite colhi a brisa
E fui vestir a camisa
Desses Amigos da Luz.

E nesse encontro primeiro
Fui buscar um paradeiro
Levando min’alma nua
E com o encontro marcado
Vi um povo iluminado
Gente em situação de rua.

Eu ali vi muita gente
Numa festa diferente
Nesse clima de natal
Que cada sorriso franco
Também vestia de branco
Todo mundo muito igual.

O pobre, o preto ou o burguês
Ali tinham sua vez
Pra se confraternizar
Comiam a mesma comida
Bebiam a mesma bebida
Num instante a se igualar.

Refleti sobre o que tenho
Pelo muito que desdenho
Da vida que me oferece
A Deus fui pedir perdão
E na minha solidão
Debulhei mais uma prece.

Foi nesse momento igual
Que eu senti o que é Natal
Na paz e amor de Jesus
E não mais eu quis chorar
Para poder me alegrar
Com esses Amigos da Luz.

Fortaleza, 28 de dezembro de 2012.




O MELHOR LUGAR
          DO MUNDO
                                    Lucarocas

O melhor lugar do mundo
Fica dentro de um abraço
De onde um calor fecundo
Escreve do amor o traço
E dentro desse carinho
O coração se faz ninho
Para acolher o cansaço.

Um abraço é aconchego
Num dividir de segredo
É um brincar de chamego
Sem machucar o brinquedo
É carinho e proteção
Que conforta o coração
Daquele que sente medo.

Um abraço é um afeto
Numa onda de calor
É envolvimento completo
Que diminui qualquer dor
É força de sentimento
Que faz na fé do momento
A sementeira do amor.

E quem quiser ser feliz
Faça do jeito que eu faço
Siga em sua diretriz
Na retidão do seu traço
E busque a qualquer segundo
O melhor lugar do mundo
Que é dentro de um abraço.


GENTILIZA NÃO PÕE MESA
                     Autor: Lucarocas

Gentileza não põe mesa
É assim que alguém pensa
Mas se falta gentileza
Essa vida não compensa
Pois quem só pensa em dinheiro
Dele fica prisioneiro
Sem nenhuma recompensa.

O homem nem só de pão
Precisa para viver
É preciso a gratidão
Para se fortalecer
Pra que o bem material
Não se torne o ideal
Na alma de qualquer ser.

Quem convive com a paz
Tem na mesa o alimento
Pois a natureza faz
Tudo por merecimento
E quem só guarda rancor
Na boca traz o amargor
Da trava do sofrimento.

E se pela gentileza
Não há então quem se importe
Pensando só que a mesa
É quem vai lhe dá suporte
É bom então se lembrar
Que nada se vai levar
Na hora certa da morte.

Fortaleza, 17 de Agosto de 2016.


         LÁGRIMA DE NATAL
                Autor: Lucarocas

Vi sorrisos de meninos
Numa festa de quintal
Ouvi o tocar dos sinos
E hino celestial
Eu vi um povo contente
Num debulhar de presente
Numa noite de natal.

Apurei minha visão
Do lugar que eu estava
Vi um mundo de ilusão
Onde se comemorava
A comida sobre a mesa
A fortuna e a riqueza
Do povo que ali morava.

Uma lágrima no olhar
Deu-me a visão uma lente
E eu pude observar
A tristeza dessa gente
E observando com calma
Eu vi que em cada alma
Havia um vazio ardente.

Na alma a inveja fingia
Ser uma capa de amor
O ciúme construía
Uma roupa de rancor
E naquele fingimento
O falso contentamento
Era ferida de dor.

Vi o ódio radiante
Se mostrando tão sereno
E o povo celebrante
Ter um amor tão pequeno
Que ficava sufocado
Pelo prazer celebrado
Numa taça de veneno.

Vi um riso falseado
Num teatrar de alegria
Vi o brilho do dourado
Enfeitar a fantasia
Vi o negrume da morte
Dando o destino da sorte
Para aqueles que eu via.

No brilho do meu olhar
Nessa lente de aumento
Vi um povo se abraçar
Com a força do fingimento
Mostrando naquele instante
O maquiar de um semblante
De quem não tem sentimento.

Na mão de homens vazios
Eu vi muito copo cheio
Que faziam desafios
Para tomar o alheio
E pela delicadeza
Eles notavam beleza
Onde eu via tudo feio.

Eu vi uma mulher risonha
Numa orgia natural
Contando história medonha
De uma transa sexual
E de quanto gastaria
Pra fazer a fantasia
Pra brincar no carnaval.

Vi a noite ir findando
Numa alegria forçada
E o céu acinzentando
Ali naquela morada
Não vi prece ou oração
Eu só ouvi a canção
Dessa gente embriagada.

O meu olhar ofuscou-se
E foi voltando ao normal
A lente neutralizou-se
Perdeu o brilho cristal
E eu ali em um canto
Tentei enxugar o pranto
Dessa noite de natal.

Ainda dei uma olhada
Num instante que busquei
Sem manjedoura nem nada
O Natal não encontrei
Eu não vi o meu Jesus
E segurando uma cruz
Fiz uma prece e chorei.

Fortaleza, 15 de Novembro de 2016.
........................


    Este poema é dedicado a todas as mulheres que, de uma forma ou de outra, não merecem nenhum tipo de sofrimento.

  VOCÊ SEM MIM
                 Autor: Lucarocas

Hoje no meu pensamento
Eu fui então perceber
Que a partir do momento
Desse nosso conhecer
Você perdeu a alegria
E tudo o que contagia
O seu modo de viver.

Você foi entristecendo
Com minha aproximação
E eu então lhe querendo
Nessa nossa relação
Mas nas passadas da vida
Você bem entristecida
Foi entrando em depressão.

Antes de me conhecer
Sua vida era magia
Não conhecia o sofrer
Só plenitude e alegria
Agora só traz tristeza
No seu olhar tem frieza
De plena melancolia.

Depois da minha chegada
Ficou triste o seu olhar
Sua voz ficou calada
No horizonte a fitar
E o doce do seu sorriso
Não buscou o paraíso
Que tinha no seu sonhar.

Seu sonho não mais avança
Pra vida não tem mais gosto
E toda a sua esperança
Se transformou em desgosto
E a vida que ainda lhe resta
Lhe marca um sinal na testa
E lágrimas pelo seu rosto.

Não quero você tão triste
Nem sofrendo com esse drama
Eu sei que o amor existe
E o quanto você se ama
E eu quero que seja assim
Desejo você sem mim
Pois sou o Câncer de Mama.

Fortaleza, 07 de Outubro de 2015.

              LUCAROCAS
(85) 98897-4497 (oi – WhatAspp)
           99666-9396 (tim)
      poeta@lucarocas.com.br
        www.lucarocas.com.br




APONTANDO CAMINHOS
                                Lucarocas

Caminhos só são estradas
Quando se tem direção
E quando se faz paradas
Se busca a reflexão
E no silêncio e na calma
Se vai burilar a alma
Para a paz da oração.

As estradas são caminhos
Quando todos passos seus
Pisam também os espinhos
Em busca dos apogeus
E nas paradas da vida
O coração dá guarida
Para as mensagens de Deus.

Tanto caminho ou estrada
Nos apontam uma verdade
Que um dia há uma parada
Na nossa felicidade
E com deveres cumpridos
Seremos bem acolhidos
No reino da eternidade.

Mas quem colherá mais paz
No correr desses caminhos
São os que do amor faz
Dar beleza aos espinhos
E que em sua trajetória
Pra si não trouxe vanglória
Com pensamentos mesquinhos.

Colherá a paz eterna
Quem agiu com humildade
E que na vida moderna
Nunca fez hostilidade
E que com o seu coração
Acolheu sempre o irmão
Com atos de caridade.

Assim caminho e estrada
Têm sempre o mesmo valor
Quando houver uma parada
Seja em que instante for
Qualquer alma estará pronta
Para Deus em sua conta
Acolher com todo amor.

Fortaleza, 12 de janeiro de 2013 – 10:51h

ÍNTIMO AMOR UTÓPICO


Teus olhos
Queriam me encantar
Chegaram tão próximos
Veio o desejo:
Desejo de te abraçar
No abraço, as carícias.
Senti teus lábios nos meus
Teu corpo, junto ao meu estava
Minha mão correu teu corpo
Nosso amor tanto durava.
O sexo veio à cabeça
Prendi mais teu corpo ao meu
Quero que não te esqueças
O culpado não foi eu
Toda carícia era pouca
Ali onde se fazia amor
Tu ficaste quase louca
Já não sentia a dor.
De dores virou prazer
O prazer foi aumentando
E agora o que fazer
Já estava acordando.

                                (Fortaleza, 1977)

Poema do Livro Íntimo Amor Utópico

O POETA E A POESIA


                               Lucarocas

Ser poeta é ser artista
Das letras e emoções
Da alma apurar a vista
Pra visitar corações
E depois, com sentimento
Eternizar o momento
Nas mais sonoras canções.

O poeta e a poesia
Usam a mesma linguagem
Se abraçam em nostalgia
Vendo a mesma paisagem
Choram o mesmo sorriso
E fazem o que for preciso
Para seguir a viagem.

A poesia e o poeta
São amigos, são amantes
Juntos buscam a mesma meta
Nos motes ou nos quadrantes
São sublimes em sua calma
E fazem do choro da alma
O riso mais delirante.

Sem poeta e sem poesia
A vida é amargura
A tristeza cobre o dia
Com a sua manta escura
E as almas em escuridão
Farão da sua canção
O hino da sepultura.

Mas a poesia é vida
Que vivifica o poeta
Que no amor acredita
E no futuro projeta
Para que felicidade
Seja a canção da saudade
    Da poesia concreta.

VISÃO DE SER POETA

Vejo luz que brilha como lume silencioso
a chamar a vida de esperança
e a esperança de belezas,
fazendo no momento uma paz infinda
onde a solidão não canta seu hino
nem tristeza pede guarida.

Vejo, paciente, o tempo que passa
com a sabedoria do profeta
e com a ignorância do sábio,
tirando da vida a poesia de cada dia.
Vejo o silêncio dos seus olhos
num clamor de saudade,
onde beleza se ala como andorinha
em busca de um solitário verão.

Vejo seus seios virgens das carícias do poeta
e sequiosos do ósculo desse poeta,
que apenas ilusão cria numa utopia
de êxtase e prazer profundo.

Vejo uma estrela que brilha
e me encanta com seu riso,
como o beijo da mulher amada no poeta carente
que faz do momento a vida
e mostra para a vida que viver é saber sonhar
com o despertar da aurora
é deitar suave na imaginação de ser feliz.

Vejo um homem simples, sofrido
Que cala na sabedoria
E brada silencioso ao triste passado
com um grito de rouco
Que mansamente se transforma
Numa suave canção de futuro.

Vejo esse homem
e me encontro
na tristeza solitária de se ser poeta.

MULHER SER SOCIAL                                                                                    

                                   Lucarocas



Na grandeza maior da criação
Deus pôs toda a ternura angelical
Para os seres viverem em comunhão
Fez um elo de luz espiritual.

Mas pra coroar de amor e de benção
Criou entre os seres um ser divinal
Para ser mãe ser carinho e emoção
Veio à luz a mulher ser social.

Esse ser que é jardim e que é flor
Que transforma em alegria toda dor
E das trevas faz brotar novo brilho.

Tem em si a pureza de dá vida
A mulher foi por Deus a escolhida
Como lume geradora de um filho.

             A FORÇA DE UMA MULHER
                                        Lucarocas
O tempo não intimida
Seu valor de criação
Não faz sua dor sofrida
Vagar na desilusão
Pois toda sua esperança
Chega a virar confiança
Na paz do seu coração.

Seu riso se faz canção
Seu choro se torna hino
E toda desilusão
É um moldar de destino
Mostrando que sua raça
Recebe sempre a graça
E a benção do Divino.

O amor é inquilino
Da grandeza do seu ser
Sua mensagem ensino
Pra sempre melhor viver
Sua doçura e afeto
São os amparos de teto
Para o filho proteger.

Seu ato de defender
Seu direito à liberdade
É força que faz tremer
Certa masculinidade
Mas no ato da paixão
Usa todo o coração
Para valer sua vontade.

É esse ser de verdade
Que sofre muita injustiça
E vive a realidade
Do desejo e da cobiça
Que sabe no bem amar
Fazer um homem sonhar
No seu dever de justiça.

Esse ser que enfeitiça
Transforma todo caminho
Com a sua fé atiça
A pureza do carinho
E escreve com vigor
Vários poemas de amor
Para não ficar sozinho.

O teu colo é sempre ninho
O seu seio é proteção
Traz o bom cheiro de pinho
No bico do coração
E o seu encantamento
Transforma todo lamento
Na mais suave canção.

Esse ser que é sim e não
Pra agradar quem quiser
Na boca traz proteção
De um batom rosicler
Merece nossa homenagem
Nesse poema mensagem
A força de uma mulher.

JEITO DE MULHER
                               Lucarocas


Não é preciso baton

Pois sua boca tem o tom
Do encanto da natureza,
E você em seu normal
Tem a forma angelical
Da mais divina beleza.

Pra que mudar de cabelos
Se a maciez dos seus pelos
É plumagem de carinho,
E você em sua ternura
Tem a mágica da doçura
Da maciez de um ninho.

Não mude o que já é belo
Não transforme o que é singelo
Pensando no que o outro quer,
Seja você por inteira
Com a essência verdadeira
Do seu jeito de mulher.