CORDÉIS

Relação de Cordéis do Lucarocas





VEJA MAIS, 

VISITE A LOJA

VEJA CORDÉIS




LOJA WEB LUCAROCAS




LOJA WEB LUCAROCAS











































































CORDÉIS DO LUCAROCAS


 SEM MOTIVAÇÃO
    NÃO SE FAZ EDUCAÇÃO
                                Lucarocas

Para tudo que há na vida
Tem que haver motivação
Desde o ponto de partida
Até sua conclusão
Assim não é diferente
Para aquele que é agente
No fazer da educação.

Educação não se faz
Sem que haja um Professor
Que seja hábil e capaz
De ser um transformador
E com sua habilidade
Seja grande na humildade
De ser um educador.

Ser Professor é um dom
Com um pouco de vocação
Mas não dar para ser bom
E ter uma motivação
Quando é desrespeitado
E tem direito negado
Pelo poder da nação.

Não há ninguém que motive
Sem antes ser motivado
Não há ninguém que cative
Sem antes ser cativado
E todo aquele que ama
De certo nunca reclama
Quando também é amado.

Como pode um Professor
Usar da motivação
Quando lhe negam o valor
Que tem para a educação
Lhe priva do seu direito
E o trata com desrespeito
E sem a valorização.

Quem não receber não dar
Quem dar bem quer receber
E quem precisa ensinar
Quer alguém para aprender
Mas ninguém quer trabalhar
Sem direito de ganhar
O valor que deve ter.

O Professor sem motivo
Não tem como motivar
Deixa de ser produtivo
E passa a dissimular
E a educação já ruim
Caminha para seu fim
Sem chance de melhorar.

Há muito tempo não temos
A figura do estudante
É só alunos que vemos
Tentando seguir avante
Porque o seu Professor
Principal motivador
Já não é tão importante.

Sem a força do Professor
O aluno não produz
É só mais um refletor
Em um palco sem ter luz
E vive sempre apagado
E por não ser motivado
Nenhum saber o conduz.

O aluno é o espelho
Reflexo da educação
O seu boletim vermelho
Faz toda a comprovação
Que não se tem resultado
Daquilo que é esperado
Se não há motivação.

Todo aluno é o reflexo
Do que mostra Professor
Se é Professor complexo
Ele é complicador
Mas se tiver motivado
Incentiva o alunado
Sendo facilitador.

Quem não estuda não aprende
Quem não aprende não ensina
E o Professor se rende
A cumprir a sua sina
De ter que muito ensinar
Sem ter tempo de estudar
Por causa da sua rotina.

Hoje pra sobreviver
Na função de Professor
O indivíduo tem que ter
Um sangue de um lutador
Ser um dos sobreviventes
Desses três expedientes
Que trabalha o educador.

Sem tempo e sem garantia
Professor é explorado
E se torna a cada dia
Muito desvalorizado
Pois em certa circunstância
Não tem nenhuma importância
Para quem rege o Estado.

As injustiças da vida
Tem ganhado o seu valor
Se a escola é bem sucedida
Todo mérito é do gestor
Mas se ela é reprovada
Toda mazela é jogada
Nas costa do Professor.

Mas isso tem que mudar
Pra se ter nova verdade
É preciso transformar
Toda essa realidade
Fazendo a coisa direita
E ver que escola é feita
De uma totalidade.

Cada um com consciência
Cumprindo com o seu dever
Não haverá só aparência
Naquilo que deve ser
Cada uma com a sua ação
Vai trazendo a solução
Pro problema resolver.

Mas com a força da luta
Tem que haver transformação
Professor na labuta
Por sua valorização
Cumprindo o que é direito
Para exigir o respeito
Pela sua profissão.

Todo bom profissional
Já por si é responsável
 No campo educacional
 Deveria ser notável
 Pois o trabalho que faz
Tem um valor eficaz
Difícil de ser pagável.

Por isso que o Professor
Tem que ter melhoramento
Ser lhe dado o seu valor
Também no seu pagamento
E que tenha em seu salário
Todo valor necessário
Que tem por merecimento.

Só quando reconhecido
E também valorizado
E o Professor ser querido
E for muito respeitado
É que a educação
Terá sua motivação
E bem melhor resultado.

Não pode o Estado cobrar
Quando ele não oferece
Pois só recebe quem dar
Qual energia de prece
 E nessa permutação
 O povo tem a educação
 Que o governo oferece.

 Sem se ter motivação
 Para poder trabalhar
 Não se faz educação
 Não se consegue ensinar
 É por isso que Professor
 Tem que cobrar seu valor

 E se fazer respeitar.



A Pedido: Uma leitora do Recanto das Letras sugeriu que esse texto fosse divulgado. Aqui está. Aparentemente, bem atual.

A ESCOLA DA ENGANAÇÃO
                           Autor: Lucarocas
.
Analisando estatística
Dos saberes da nação
Vamos ver nesse país
A baixa colocação
Que entristece a todos
Dos quadros da Educação.
.
Será só no nosso estado
Ou é em todo Brasil
Que a nossa educação
Engana com mais de mil
Tentando se sustentar
Num enganoso perfil.
.
Escolas há aos montes
Aqui e em todo lugar
Mas a evasão é tanta
Que não dá pra controlar
Pois o aluno de hoje
Não gosta de estudar.
.
E também por outro lado
Tem o mestre professor
Que vive do seu trabalho
Sem ninguém lhe dá valor
Terminando sendo apenas
Um simples repassador.
.
Mas por capricho da sorte
  Se alguém quiser aprender
São poucos os professores
Que cumprem bem seu dever
E tentam com muito esforço
Toda questão resolver.
.
Tem aqueles que acreditam
Na força da educação
Mas logo eles são chamados
De puxa-saco ou babão
E quando a coisa é errada
Ele passa a ser vilão.
.
Quando algum professor quer
De certo bem trabalhar
Vem sempre alguém com maldade
Querendo lhe atrapalhar
Mostrando que na escola
             Ninguém quer mesmo estudar.

Na escola de hoje em dia
Não há mais motivação
O professor ganha pouco
Para cumprir sua missão
E a maioria do aluno
Só quer mesmo a refeição.
.
O aluno vai à escola
Somente para comer
Quando lhe falta a merenda
Lhe bate um entristecer
E com a barriga vazia
Não dá gosto de aprender.
.
Não se ver mais disciplina
Na convivência da escola
Muitos alunos só querem
Um belo jogo de bola
Enquanto alguns professores
Fazem seu jogo de enrola.
.
É um tal de fingimento
Que logo então se propaga
Professor finge que ensina
Governo finge que paga
O aluno finge que aprende
Pra não perder sua vaga.
.
Muitas escolas de hoje
São um depósito de gente
Apenas guardam alunos
Pra formar um contingente
Que vai beneficiando
Da escola o dirigente.
.
Para poder se eleger
E garantir mais um pleito
Tem diretor que desmanda
E faz tudo do seu jeito
Tirando do professor
Todo valor e respeito.
.
Hoje na escola o que conta
É a tal da estatística
Juntam tudo fazem número
Numa nojenta política
E quem pensa que aprende
Na verdade se complica.
.
O jovem não estuda mais
Não busca mais aprender
Leva tudo em brincadeira
E não cumpre o seu dever
Gerando analfabetismo
Que é de entristecer.
.
Não fazem suas tarefas
Não querem fazer lição
Se negam às atividades
E a qualquer avaliação
Pois lhe garante o sistema
Sua não reprovação.
.
O sistema não reprova
Enganando o alunado
Que pensa que está sabendo
O conteúdo estudado
Mas quando o mundo lhe cobra
Ele então sai reprovado.
.
É tanto analfabetismo
Que a escola vai promovendo
E os jovens se enganando
Pensam que estão aprendendo
Mas na hora de um concurso
Ficam somente sofrendo.
.
Se é de escola pública
O alunado em questão
Fica muito complicado
A sua situação
Pois em certos ambientes
            Só passa por humilhação.
.
A educação em geral
Está ruim por demais
Tem gente que vai à aula
Mas não aprende jamais
Pois quer fazer na escola
O que em casa não faz.
.
A escola facilitou
Tudo pro seu alunado
Mas lhe tirou o limite
Para ser bem educado
E assim todo esse aluno
Foi outra vez enganado.
.
Resta agora ao sistema
Todo um milagre fazer
E criar um mecanismo
Que venha a favorecer
Ao professor que ensina
O aluno a aprender.

Mas o milagre só existe
Se houver uma devoção
Se respeitar professor
Dando valorização
Pois ele é o sustentáculo
Que mantém a educação.
.
Se agora nada for feito
Com o sistema reformado
Teremos a mesma escola
Com o aluno enganado
E o perfil da educação
Mais uma vez reprovado.
.

Fortaleza, 14/05/2007.

.

PS.: Espera-se que um dia se possa chegar a tão sonhada  Educação de Qualidade.
POETA CHICO PEDROSA
Oitenta Anos de Idade, Sessenta de Poesia
                           Autor: Lucarocas

Quis o poder divinal
Que na sua criação
Deus colocasse a mão
Em um ser especial
E através do astral
Com muita luz e magia
Chico Pedrosa viria
Com tamanha divindade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Chico amigo da arte
De história um contador
Um grande declamador
Verdadeiro baluarte
Com todo mundo reparte
Sua paz sua energia
Uma luz que alumia
Espalhando claridade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

O vate Chico Pedrosa
Traz alegria na alma
Um tom de voz que acalma
Qualquer paixão dolorosa
Sua voz bem poderosa
Corta o ar com melodia
Sua palavra fatia
A dor de quem tem saudade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Os versos do mestre Chico
Tem a força do arado
De um cavalo no prado
Correndo e ficando arisco
Mas como a luz do corisco
Transforma a noite num dia
Palavra que desafia
Toda regularidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos versos do menestrel
Tem gente de todo canto
Tem alegria tem pranto
Tem figura de bordel
Tem linha de carretel
Com a pipa em ventania
Tem calor que não esfria
Os amantes de verdade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos traços do seu poema
Chico e um rio a correr
Um caminho a percorrer
No mais diferente tema
Sua grandeza extrema
Traz seu verso em maestria
Em regular simetria
De uma grande humildade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos causos que o Chico conta
Tem coisas de arrepiar
Tem ilusão de sonhar
Tem personagem que apronta
Tem gente que fica tonta
Com o mundo de fantasia
Que o Pedrosa nos cria
Com toda a realidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nas trilhas do poemar
Chico trafega seguro
E trazendo um verso puro
Faz a gente se encantar
E com o seu recitar
Transforma dor em alegria
Tristeza e melancolia
Vira brisa em liberdade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Chico contador de história
Nos textos que ele faz
À nossa lembrança traz
Um registro de memória
E em sua trajetória
Algo novo sempre cria
Mostrando sua maestria
E grande capacidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Quem ouve o Chico falar
Voa na imaginação
E sente no coração
Um diferente pulsar
Às vezes molha o olhar
Com a emoção que ele cria
Mas essa vira alegria
Numa transitividade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos livros que o Chico escreve
Tem prece tem oração
Tem cheiro bom da canção
Que faz a alma mais leve
Tem um cantar que se atreve
Com a sua melodia
Confortar melancolia
E toda uma soledade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

No olhar do Chico Pedrosa
Tem brilho de inspiração
Luz que vem do coração
Beleza que vem da rosa
Uma fonte luminosa
Que da alma principia
Uma paz que irradia
O doce dom da verdade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Chico Pedrosa o poeta
De toda essência da vida
A sua história sofrida
Se confunde a de um profeta
Que pra cumprir sua meta
Faz de Jesus o seu guia
Numa luz que contagia
Com toda simplicidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

O tempo marcou na face
Do nosso grande poeta
Uma história completa
Sem maquiagem ou desface
E mesmo que o olhar embace
Na hora que principia
Ele termina seu dia
Na maior felicidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Chico nesse momento
Já completou os oitenta
De poesia sessenta
De muito aproveitamento
É certo que o esquecimento
Apareça qualquer dia
Pra lhe fazer companhia
Na sua oralidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.


Aqui fica uma homenagem
Do poeta Lucarocas
Que com o Chico fez trocas
De diferente linguagem
E hoje à sua imagem
Diz os textos que ele cria
E com a sua alegria
Em plena felicidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.


Fortaleza, 09 de Abril de 2016




DO MENSALIM AO MENSALÃO
ÊTA PESSOAL LADRÃO

Autor: Lucarocas


Seu Mensal era modesto
Um homem trabalhado
Aprendeu a ser honesto
Com seu velho genitor
E em sua simplicidade
Cultivava a honestidade
Como o seu maior valor.

Um simples comerciante
Só vivia a trabalhar
Trazia um jeito marcante
De bem comercializar
Cativava a freguesia
E de tudo ele fazia
Pra todo mundo agradar.

Nunca comprava fiado
Para não ficar devendo
Não era desconfiado
Naquilo que estava vendo
Em tudo ele acreditava
Todo produto pagava
Quando iam fornecendo.

Seu comércio era pequeno 
Porém de grande valia
E com seu jeito sereno
Mantinha uma freguesia
E de certo algum freguês
Fiasse pro fim do mês
Com certeza recebia.

Assim seu Mensal vivia
Ali em sua cidade
Casado com sua Maria
Em plena felicidade
Até que em certo momento
Deus lhe deu um complemento
O dom da paternidade.

Maria feliz ficou
Com a chegada de um menino
E seu Mensal formulou
Para o garoto um destino
Pois não queria ter sócio
E pra seguir com o negócio
O garoto ia ter tino.

Quando o menino nasceu
Fizeram uma “festança”
Seu Mensal o recebeu
Com uma grande esperança
De que esse seu rebento
Tivesse o merecimento
De toda a sua herança.

Não lhe faltava atenção
Havia sempre cuidado
Existia uma proteção
Que vinha de todo lado
E dentro daquele afã
Num Domingo de manhã
Mensalim foi batizado.

O que o menino queria
O pai já dava na mão
Seu Mensal tudo fazia
Pra nunca dizer um não
E nesse procedimento
Ia crescendo o rebento
Sendo o centro da atenção.

Quando o menino cresceu
Já pronto para estudar
Seu Mensal lhe ofereceu
Tudo que podia dar
Lhe deu todo privilégio
Buscou o melhor colégio
Pro filho matricular.

Nada no mundo faltava
Pra Mensalim aprender
Naquilo que ele buscava
Para cumprir seu dever
E se houvesse um problema
Seu Mensal sem ter dilema
Procurava resolver.

Mensalim foi estudando
Com a maior euforia
Quando mais iam ensinando
Mais o menino aprendia
E com tanta habilidade
Com muita facilidade
Toda tarefa fazia.

Fosse qual fosse o problema
Ele tinha uma solução
Montava sempre um esquema
Para aprender a lição
Fazia tudo na prática
Pois tinha na matemática
Sua maior devoção.

Nas contas que executava
Somava não dividia
Em tudo multiplicava
De certo nada perdia
E assim com esse jeito
Fazia ser de direito
Tudo aquilo que queria.

Se acaso algum amigo
Pedisse orientações
Para lhe dar um abrigo
No aprender das lições
Mensalim não se negava
Mas depois ele cobrava
Com juros e correções.

Se um colega atrasado
Em mensalim se encostava
Tentando ser ajudado
Em algo que não gostava
Mensalim com todo apreço
Fazia e cobrava um preço
Que pouca gente pagava.

Assim na sua esperteza
Mensalim foi se formando
Desenvolvia a destreza
De outros ir explorando
E com a sua ambição
No mundo da enganação
Ele ia se formando.

Do seu pai a freguesia
Começou a conquistar
Toda clientela atraia
Com seu modo de atuar
E dentro da sua ciência
Foi ganhando experiência
Na arte de comerciar.

Trazia sempre um sorriso
Para quem fosse chegando
Fazia o que fosse preciso
Pra todos ir agradando
E com sua simpatia
Não havia mercadoria
No seu estoque encalhando.

Mensalim se organizava
Em todas as suas ações
Num momento trabalhava
Noutro fazia as lições
Não tinha tempo pra ócio
Pois punha ali no negócio
Todas suas aspirações.

Seu Mensal muito orgulhoso
Seu filho foi educando
Achando ser vantajoso
Via o comércio aumentando
E com toda confiança
Dava ao seu filho a fiança
Para o comércio ir tocando.

Assim Mensalim cresceu
Entre trabalho e estudo
Nada da lida perdeu
Pois só pensava graúdo
E mesmo se divertindo
De certo ia assumindo
Todo o controle de tudo.

Se no colégio um trabalho
Tivesse que entregar
Buscava logo um atalho
Pra tudo realizar
Não dando para fazer
Mandava alguém escrever
Para ele poder pagar.

Nas provas sempre colava
De modo bem natural
Outras tarefas comprava
Na maior cara-de-pau
E sempre agindo assim
Foi então que Mensalim
Terminou o colegial.

Quando foi pra faculdade
Nunca mudou de conduta
Exercia a autoridade
Sem ter medo dessa luta
E na sua autonomia
Qualquer coisa ele fazia
Para vencer a disputa.

Na hora da formatura
Para buscar mais respeito
Mensalim logo assegura
Da vida o seu grande feito
Longe da honestidade
Conclui sua faculdade
Em um curso de direito.

Depois de comemorar
Aquela sua conquista
Mensalim foi resgata
Os seus dotes de artista
E para ter mais valor
Fez um curso de ator
Buscando o que estava em vista.

Agora ele mais sabia
Como bem representar
E tudo o que ele aprendia
Gostava de praticar
Agora sem faculdade
Tinha toda liberdade
Pra tudo realizar.

Logo depois de formado
Mensalim em sua ação
Trouxe tudo pro seu lado
Toda administração
Ficou dono do negócio
Seu pai só ficou de sócio
Sem fazer reclamação.

Dentro dessa conjuntura
Mensalim se dá valor
Faz jogo com a prefeitura
Conluio com vereador
E no seu entendimento
A cota dos dez por cento
Faz o bom fornecedor.

No jogo do fornecer
Não existe complicação
Pois esta sempre a vencer
A qualquer licitação
E pra toda freguesia
Arranja uma nota fria
Pra aumentar a comissão.

Mensalim sempre combina
Pensando em faturar
Paga aqui uma propina
Imposto faz sonegar
E dentro dessa jogada
Ele nunca perde nada
Em negócio que entrar.

Mensalim ia fazendo
Todo tipo de jogada
Ele já ia fornecendo
Seja qual fosse a parada
E pra dar-se assim tão bem
Deixava oitenta por cem
Com a nota adulterada.

E no jogo que fazia
Manipulava o cliente
Dez por cento a garantia
De um trabalho eficiente
Pra ele qualquer ação
Que houvesse corrupção
Deixava-lhe bem contente.

Assim Mensalim vivia
Buscando mais enricar
Mas lhe faltava alegria
No seu modo de atuar
Foi então que resolveu
Usar do talento seu
Pra na política atuar.

A um pequeno partido
Logo então se filiou
A todos se fez ouvido
Num verdadeiro clamor 
E na primeira eleição
Fez logo sua inscrição
Para ser um vereador.

A prática da sua vida
Tinha lhe dado a lição
E pra vaga concorrida
Comprou voto de montão
Enganou fez ladroagem
Pra em tudo levar vantagem
E conquistar a eleição.

Quando vereador eleito
Viu logo quem era piegas
E arranjou logo um jeito
De se doar em entregas
Fez cada amigo contente
Da câmara foi presidente
Eleito pelos colegas.

Trapaceou na política
Enganou de todo lado
Não dava ouvidos à crítica
Não se sentia culpado
Usando de sua astúcia
Aumentou a sua súcia
Elegendo-se deputado.

No seu estado eleito
Continuou sua ação
Convidava algum prefeito
Pra ter participação
E assim montavam conchaves
Para manterem as chaves
De uma nova eleição.

Nos seus planos de demônio
Salim foi criando fama
Aumentava o patrimônio
Sempre com alguma trama
Formava grandes currais
Pros períodos eleitorais
Lhe darem algum programa.

No período eleitoreiro
Achava tudo normal
Agrada um tesoureiro
De qualquer uma estatal
E depois daquele pleito
Mensalim estava eleito
Deputado federal.

Mais tempo para explorar
Todo e qualquer cidadão
Pois sua meta é formar
O time corrupção
Para que com falcatrua
A turma toda destrua
As riquezas da nação.

Com o time já formado
Salim mostrou seu valor
Teve um acordo selado
Com um grupo de malfeitor
Montaram todo um esquema
E sem ter nenhum problema
Foi eleito senador.

Mas o tempo é mensageiro
De toda grande verdade
E a força do dinheiro
Suprime a liberdade
E Mensalim egoísta
Perdeu seu ponto de vista
Par outra realidade.

Por causa de uma divisão
Que ele não quis fazer
Mensalim teve a impressão
Que tudo ia se perder
Vendo que um assessor
Tornou-se um delator
Dos seus atos a cometer.

A imprensa noticiou
Criou uma certa falação
Mensalim então comprou
Rádio e televisão
Montou um esquema rasteiro
E o amigo fuxiqueiro
É que foi para a prisão.

Do filho a trajetória
Seu Mensal acompanhou
E foi buscar na memória
Aquilo que lhe sobro
Foi grande a decepção
Que ali seu coração
De uma vez enfartou.

Mesmo com o pai falecido
Mensalim continuou
Nunca fazendo esquecido
Os esquemas que montou
E agora se preparava
Para ver se apagava
A imagem que ficou.

Montou a publicidade
Com jeito de inocente
Falou de honestidade
De como era boa gente
E foi pra televisão
Dizer que na eleição
Será novo presidente.

Do jeito que a coisa anda
Aqui em nossa nação
O país se parte em banda
Junto com a corrupção
E o coitado do povo
Vai sempre votar de novo
Nesse pessoal ladrão.



              A DECEPÇÃO DO ENCONTRO
                 Na Festa da Antologia
                               Autor:  Lucarocas

Para mostrar seus valores
Na prosa e na poesia
Um grupo de escritores
Tudo melhor escrevia
Para poder publicar
E assim se consagrar
Na primeira antologia.

Marcaram festa de gala
Num recinto da cidade
E para dar sua fala
Convidaram autoridade
Além de agremiação
Chamaram associação
E a alta sociedade.
Muita pompa e coquetel
Pra todo mundo saudar
Um letreiro de papel
Pra festa identificar
E mesas ornamentadas
Já estavam preparadas
Cada um com seu lugar.

Associação de escritores
Chamaram de Fortaleza
E as senhoras e senhores
Mostravam grande beleza
Mas numa ação de lamentos
O diretor de eventos
Gerou indelicadeza.

Dois artistas convidados
Pra uma apresentação
Ficaram impressionado
Com a má recepção
E a festa da antologia
Tornou-se então nesse dia
Uma grande decepção.

Quando chegaram ao local
Ninguém sabia de nada
E no centro social
A festa estava arrumada
Com os mais belos artigos
Mas para a dupla de amigos
Não tinha hotel nem pousada.

E naquele clima estranho
A dupla cedo chegou
Querendo tomar um banho
Um local não encontrou
E os dois ali esperando
Que houvesse algum comando
De alguém que os convidou.

Então criou-se um dilema
Pra aquela situação
Foi dado um telefonema
Para buscar solução
Mas por diversos momentos
O promotor de eventos
Não quis lhes dá atenção.

Enquanto os artistas sós
Ficavam então esperando
Dizia estar em Orós
Que estava logo chegando
Mas com aquela demora
O certo e que de hora e hora
O tempo ia passando.

E feitos outros contatos
Com o tal anfitrião
Se complicaram os fato
Pra aquela apresentação
Pois ele se manifesta
Dizendo que está na festa
Bem naquela ocasião.

Ao chegar ao ambiente
A dupla foi se encontrar
Com uma porção de gente
Que estava pra festejar
E o tal anfitrião
Buscou lhe dar atenção
Para se justificar.

Deu desculpa esfarrapada
Pro poeta e o violeiro
E numa ação descarada
De quem é um traiçoeiro
Disse sem titubear
Para a dupla se trocar
Ali mesmo no banheiro.

Isso a festa começando
Com muita pompa e alegria
E a dupla observando
A tamanha hipocrisia
Que é capaz um ser humano
No macular do seu plano
Na festa da antologia.

A dupla ficou sabendo
Que estava tudo arranjado
O anfitrião querendo
Deixou a dupla de lado
Pois o espaço sobrava
Então ele colocava
Um amigo seu contratado.

Com ar de humilhação
A dupla foi pra um hotel
Pensando no anfitrião
E em seu moleque papel
Resolveu não mais voltar
Para se apresentar
Na festa do coquetel.

Com uma vergonha tamanha
Buscaram um novo abrigo
Pois em uma terra estranha
Também corriam perigo
E foram telefonar
Para então localizar
Alguém que lhe fosse amigo.

E Deus na sua grandeza
Deu-lhes iluminação
E pra alguém em Fortaleza
Foi feita uma ligação
E pra surpresa geral
A pessoa foi mais legal
Que o tal anfitrião.

Deu pra dupla uma acolhida
Cedendo sua moradia
Deu-lhes conforto e guarida
Com a maior alegria
E estando em fortaleza
Teve maior gentileza
Que o povo da antologia.

E ali em outra cidade
Tiveram muita atenção
Fizeram nova amizade
Viveram grande emoção
E descobriram que amigo
É o que lhe dá abrigo
Sem causar decepção.

E toda aquela viagem
Fez a dupla refletir
E criar bem mais coragem
Pra sua vida seguir
Fazendo bem seu trabalho
Sem ter nenhum atrapalho
De quem só quer destruir.

Esse registro de história
Vai entrar pra galeria
E vai ficar na memória
Da arte e da poesia
Quando com esse recontro
A decepção do encontro
Na festa da antologia.

Por essa situação
Causar um constrangimento
Se faz solicitação
Pedindo deferimento
E com vergonha na face
A dupla pede da ACE
Seu total desligamento.

O Lucarocas poeta
E o Cayman violeiro
Seguirão a sua meta
Rumo a um novo paradeiro
Pra sua arte mostrar
Sem da ACE precisar
Pra seguir pro mundo inteiro.

Fortaleza, 25 de agosto de 2012.