11/04/2016

HOMENAGEM AO POETA CHICO PEDROSA

 

POETA CHICO PEDROSA
Oitenta Anos de Idade, Sessenta de Poesia
                           Autor: Lucarocas

Quis o poder divinal
Que na sua criação
Deus colocasse a mão
Em um ser especial
E através do astral
Com muita luz e magia
Chico Pedrosa viria
Com tamanha divindade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

O Chico amigo da arte
De história um contador
Um grande declamador
Verdadeiro baluarte
Com todo mundo reparte
Sua paz sua energia
Uma luz que alumia
Espalhando claridade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

O vate Chico Pedrosa
Traz alegria na alma
Um tom de voz que acalma
Qualquer paixão dolorosa
Sua voz bem poderosa
Corta o ar com melodia
Sua palavra fatia
A dor de quem tem saudade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Os versos do mestre Chico
Tem a força do arado
De um cavalo no prado
Correndo e ficando arisco
Mas como a luz do corisco
Transforma a noite num dia
Palavra que desafia
Toda regularidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos versos do menestrel
Tem gente de todo canto
Tem alegria tem pranto
Tem figura de bordel
Tem linha de carretel
Com a pipa em ventania
Tem calor que não esfria
Os amantes de verdade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos traços do seu poema
Chico e um rio a correr
Um caminho a percorrer
No mais diferente tema
Sua grandeza extrema
Traz seu verso em maestria
Em regular simetria
De uma grande humildade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos causos que o Chico conta
Tem coisas de arrepiar
Tem ilusão de sonhar
Tem personagem que apronta
Tem gente que fica tonta
Com o mundo de fantasia
Que o Pedrosa nos cria
Com toda a realidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nas trilhas do poemar
Chico trafega seguro
E trazendo um verso puro
Faz a gente se encantar
E com o seu recitar
Transforma dor em alegria
Tristeza e melancolia
Vira brisa em liberdade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Chico contador de história
Nos textos que ele faz
À nossa lembrança traz
Um registro de memória
E em sua trajetória
Algo novo sempre cria
Mostrando sua maestria
E grande capacidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Quem ouve o Chico falar
Voa na imaginação
E sente no coração
Um diferente pulsar
Às vezes molha o olhar
Com a emoção que ele cria
Mas essa vira alegria
Numa transitividade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Nos livros que o Chico escreve
Tem prece tem oração
Tem cheiro bom da canção
Que faz a alma mais leve
Tem um cantar que se atreve
Com a sua melodia
Confortar melancolia
E toda uma soledade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

No olhar do Chico Pedrosa
Tem brilho de inspiração
Luz que vem do coração
Beleza que vem da rosa
Uma fonte luminosa
Que da alma principia
Uma paz que irradia
O doce dom da verdade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

Chico Pedrosa o poeta
De toda essência da vida
A sua história sofrida
Se confunde a de um profeta
Que pra cumprir sua meta
Faz de Jesus o seu guia
Numa luz que contagia
Com toda simplicidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

O tempo marcou na face
Do nosso grande poeta
Uma história completa
Sem maquiagem ou desface
E mesmo que o olhar embace
Na hora que principia
Ele termina seu dia
Na maior felicidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.

O Chico nesse momento
Já completou os oitenta
De poesia sessenta
De muito aproveitamento
É certo que o esquecimento
Apareça qualquer dia
Pra lhe fazer companhia
Na sua oralidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.


Aqui fica uma homenagem
Do poeta Lucarocas
Que com o Chico fez trocas
De diferente linguagem
E hoje à sua imagem
Diz os textos que ele cria
E com a sua alegria
Em plena felicidade
Oitenta anos de idade
Sessenta de poesia.


Fortaleza, 09 de Abril de 2016