30/07/2011

003 - Quando a Plebe Cito






Ser plebeu nesse país
É padecer na pobreza
Carregando a cicatriz
De tudo quanto é rudeza
É viver sendo empregado
Pelo patrão maltratado
Lhe aumentando o sofrer
Se trabalha o mês inteiro
Recebe só o dinheiro
Que pouco dá pra comer.
           


(...)
Dos poderes da elite
O vulgo não se aprixima
Pois o rico não permite
O pobre no andar de cima
Para não se misturar
Cada um em seu lugar
É assim que é programado
O pobre fica sofrendo
Olhando pra cima e vendo
Oquanto é discriminado.
            (...)
E na hora de escolher
Em qualquer ato que for
Não pode o povo temer
A força do opressor
Tem que mostrar que a luta
É de quem traz na conduta
O sangue de um guerreiro
Lutar pelo seu direito
Adquirindo o respeito
De cidadão brasileiro.

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002 - Liberdade em Carta Aberta


Capa:
Lucarocas



Moreira, caro poeta
Eu me apartei da comadre
Mudei o rumo e a meta
Pra fugir dos pés do padre
E voltar à liberdade
De viver a mocidade
Sem a clausura da madre.
            (...)
Quando o sol me bronzeava
Na praia tive uma visão
E se os olhos esfregava
Mais parecia uma ilusão
Não tinha visto tão bela
Uma sedução de donzela
Pisando naquele chão.
         




  
 (...)
Moreira poeta amigo
Nessa minha liberdade
Sinto a falta de um abrigo
Que me dava a raridade
Do prazer do sentimento
Que de momento em momento
Eu hoje sinto saudade.

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001 - Reclame de Trabalhador

Desenho de Capa:
Cayman Moreira
(85) 9641-7935






Seu doutor estão dizendo
Que o governo está fazendo
Um tal controle de preço
Pra nada o valor subir
E eu poder consumir
Tudo aquilo que mereço.
            (...)
De que adianta eu ter
Fósforo pro fogo acender
Pra botar minha panela
Se eu não tenho o alimento
Pra fazer o cozimento
Na fervura dentro dela.
           






(...)
Se senhor com o seu poder
Algo quisesse fazer
Pra grandeza da nação
Cuidava mais do operário
Lhe aumentaria o salário
Não lhe roubaria o pão.

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A Decepção do Zé Romeiro

Capa:
Lucarocas



Certo dia Zé Romeiro
Seguiu para romaria
Levando pouco dinheiro
Mas cheio de alegria
Foi parar em Canindé
Pra renovar sua fé
Junto com sua Maria.
            (...)
Com toda aquela visão
Bateu no Zé uma tristeza
Sentiu uma decepção
Pela grande safadeza
Que fizeram com o santo
Mudando daquele tanto
A estátua que era uma beleza.
          




            (...)
Se sentiu cheio de mágoa
Por tudo que observou
E viu no espelho d´água
Uma lágrima que rolou
Ali perdeu sua fé
O certo é que ao Canindé
Nunca mais o Zé voltou.


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29/07/2011

017 - Canudos a Redenção do Nordeste


Desenho de Capa:
Cayman Moreira
(85) 9641-7935




Quem reparar nas histórias
De luta por liberdade
Verá derrotas e glórias
No seio da humanidade
E Canudos evidente
Hoje ainda está presente
No sertão e na cidade.
            (...)
Canudos foi criticada
Pelos ricos fazendeiros
Muita história inventada
Dizia ser desordeiros
Assassinos malfeitores
Todos os trabalhadores
Ali daquele luzeiro.
          
  (...)
Relatos de luta e glória
Se encontram mais de mil
Com derrota e vitória
De um povo veronil
Mas todo o tempo assegura
Canudos é face escura
Da história do Brasil.


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28/07/2011

As Travessuras do Menino Mágico


Capa:
Lucarocas





Quando Deus criou o mundo
Pôs pureza em sua voz
E com seu poder fecundo
Trouxe da essência à foz
Uma benção geradora
Nos dando uma escritora
Que foi Raquel de Queiroz.
               (...)
Raquel traz diversidade
Na sua literatura
Traduz a fatalidade
Com nuances de ternura
E sem elevar o trágico
Escreve o Menino Mágico
Que traz magia e aventura.
            (...)
Pois no findar da leitura
Dos versos deste cordel
Não se viu toda ternura
Da mágica do Daniel
Mas quem quiser mais magia
É só ler com alegria
Todo o livro da Raquel.

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(85) 8897-4497 (oi) 9985-7789 (tim)


033 - A Vingança do Seu Lunga

Desenho de Capa:
Cayman Moreira
(85) 9641-7935





O seu Lunga virou lenda
Na gerência popular
E não há quem não se renda
Ao seu jeito de falar
Pois a sua "ignorânca"
Dizem que desde criança
Faz dele se acompanhar.
         (...)
Seu lunga não fez lamento
Ali naquele recinto
Jogou sal no ferimento
E pra provar seu instinto
Deixou marcada na pele
Ferida em forma de "L"
Da fivela do seu cinto.
        





                 (...)
Dizem que depois de então
Seu lunga mais se acalmou
Usando mais da razão
Muito pouco se afabou
E no decorrer da vida
É certo com Margarida
Nunca mais ele sonhou.

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(85) 8897-4497 (oi) 9985-7789 (tim)

015 - O Lenhador e a Morte














Zé da Lenha lenhador
Um cumpridor de missão
Como bom trabalhador
Devoto de São João
Reclamava de sua sorte
Pedido sempre que a morte
Viesse lhe dar a mão.
            (...)
Depois dessa aparição
O céu logo escureceu
O Zé findou oração
Logo depois se benzeu
E pegou o feixe de lenha
Enveredou pela brenha
E para casa correu.
          (...)
Zé da Lenha lenhador
Permanece no roçado
E devoto do Senhor
Cumprindo sempre seu fado
Mas quando pensa na morte
Se mostra muito mais forte
No manejar do machado.

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A Freira que Virou Quenga

Capa:
Lucarocas

A Freira que Virou Quenga fala de uma caso real de uma jovem que foi injustiçada, mas continuou na sua fé. Boa Leitura.












Aurenir era morena
E tinha um ar de fogosa
Tinha uma boca pequena
Mas com jeito apetitosa
E apesar da beleza
Trazia grande pureza
Na alma bem generosa.
              (...)
Era a quenga mais querida
Daquela localidade
Pros homens dava guarida
Com a sua intimidade
Mas nos momentos sós seus
O seu contato com Deus
Lhe dava felicidade.
                     (...)
A freira que virou quenga
Por ter sido injustiçada
Leva uma vida capenga
E cumpre dupla jornada
Na semana está na zona
Domingo é uma bela dona
Na igreja ajoelhada.
          (...)

Contato:
(85) 8897-4497 (oi) 9985-7789 (tim)